Domingo, 13 de Maio de 2012

ENCONTRO NACIONAL - 2012 - FÁTIMA

26 e 27 de Maio - aavd

Aproxima-se o Encontro Nacional dos aavd e a presença de todos é importante. No sentido de poderem ir fazendo as vossas inscrições aqui ficam algumas notas, que têm por base o Programa do ano passado e que não fugirão muito aos acontecimentos.


Inscrições e reservas
Quanto a inscrições e reservas, seria bom que as mesmas fossem feitas até 20 de Maio, domingo, para conseguirmos arranjar o alojamento no seminário para quem o solicitar.


PROGRAMA

Dia 26 de Maio (sábado)
16 horas - Recepção aos participantes e distribuição de alojamento. Tarde livre.

Abertura de Feira de Vendas (para ajuda a vários pedidos vindos de Moçambique)
17.30 horas - Encontro da Direcção com os Delegados Regionais 
19 horas - Missa - Capela do Seminário
20 horas - Jantar
22 horas - Sarau
23.30 horas - Ceia dos Noctívagos: degustação dos queijos, chouriços, vinhos, bolos e outras comezainas que os participantes trouxerem de casa. Alguns destes "acepipes" gastronómicos já criaram tradição e fazem as delícias dos noctívagos.

Dia 27 de Maio (domingo)
9.30 horas - Romagem ao Cemitério de Fátima

10.30 horas - Assembleia Geral
12.15 horas - Foto oficial de grupo
12.30 horas - Almoço e despedida no final do mesmo.

Custos de Alojamento no seminário:
Casal - 35 euros.
Solteiro - 35 euros
A Diária inclui: Jantar (dia 27), dormida, pequeno almoço e almoço (dia 27.
Só refeição - 10 euros
Crianças até aos dez anos - 50%
Crianças até aos quatro anos - gratuito

Contactos para inscrições e reservas:
António José Ferraz de Moura
Telemóvel: 969 686 439
E-mail: ajfmoura@gmail.com

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

A Torre de Babel


Mudam-se os tempos, mudam-se as divindades. Mas a nossa sina, de simples mortais, é como no mito de Sísifo. A de um recomeço permanente. Ele a empurrar o seu enorme penhasco montanha acima sem o conseguir fixar lá no alto; nós a ter de recomeçar vezes sem conta as nossas vidas, que tantas vezes, de forma imprevista e inesperada, se desmoronam.
Em tempos remotos, no princípio do mundo, conta-se nos Génesis, 11, 2-8, que os homens da terra de Sennaar, disseram uns para os outros: vamos construir uma cidade e uma torre cuja extremidade atinja os céus. Assim, tornar-nos-emos famosos (vem de longe a mania das grandezas) para evitar que nos dispersemos por toda a terra. O Senhor, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os filhos dos homens estavam a edificar. E o Senhor disse: eles constituem apenas um povo e falam a mesma língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos. Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não se compreendam uns aos outros. E o Senhor dispersou-os dali para toda a face da terra….
Não convém esquecer, que pouco tempo antes Adão e Eva tinham sido expulsos do Paraíso, por causa de uma outra mania. A mania do conhecimento. Moral da estória: as manias da humanidade têm-lhe saído caras.
Provavelmente, cansado destes recomeços o homem vai-se afastando cada vez mais deste Deus, criando outros em substituição, bem mais tolerantes: ídolos de barro, de madeira e até de oiro. Nos nossos dias, porém, fruto de milénios de evolução e de enormes avanços tecnológicos, de uma realidade virtual, quase tão real como a real, o que é que faz? Cria a divindade mais sofisticada, que jamais se viu: o mercado.
O mercado é um deus abstracto, que ninguém pode conhecer totalmente. Intangível. Mas com um poder incomensurável e com desígnios totalmente indecifráveis, apesar dos milhares que se dedicam ao estudo das suas leis. Manifesta o seu poder pela moeda e todos perante ele se vergam, e se ajoelham.
Desde humildes seres humanos capazes de passar o dia de braço estendido à espera de ser tocado por migalhas do seu poder, até aos homens mais poderosos, todos procuram agradar ao seu olhar.

Mas a humanidade frágil que é, pecou de novo. Olhou em seu redor, viu todos os campos verdejantes, leite e mel em abundância e pensou no seu íntimo: Vivo tão bem, nada me falta, vou gozar a vida. Encheu-se de soberba, ignorando que a soberba é a pior das manias que se pode ter. É como construir uma torre até aos céus, como a dos homens de Sennaar e mudar-se para o paraíso sem mais nem menos. Ora, é claro que nenhuma divindade está disposta a tolerar uma afronta dessas. Por isso, fomos expulsos do novo Éden. Escorraçados e confundidos.
 Os líderes dos nossos tempos, incapazes de pensar o futuro, de se preocuparem com a felicidade dos seus povos, na ânsia louca de apaziguar aquele deus cruel, tornaram-se piores que antigos sacerdotes de Baal que, de quando em vez, lhe ofereciam sacrifícios para acalmar a sua fúria. Estes novos sacerdotes, os poderosos representantes do mercado, quantos milhares, ou melhor, quantos milhões de sacrifícios diariamente lhe oferecem?
E a insanidade é tal que, o nosso ministro das finanças já sofre notoriamente do sindroma da ausência da divindade. Cada vez que aparece na TV diz que quer voltar ao mercado, ao deus poderoso, o mais depressa possível, mas este, poderoso e cruel só o permitirá quando tiver o odre cheio de sacrifícios. E ele sem forças para continuar a imolar as suas vítimas… anda arrasado. Vejam-lhe as olheiras.
Outra questão que me preocupa solenemente é a das galinhas poedeiras. Diz a canção que são doidas, doidas, mas agora defende-se que também elas merecem ter gaiolas tipo mansão, com ninho, com poleiro e tudo. Eu nada tenho contra elas. Adoro-as na canja, com hortelã. O que já não acho bem, é que talvez por isso, tivesse que reduzir-se o espaço per capita, nos lares, nos infantários e nas salas de aula. Este tipo de contradições só parecem justificar-se, pela confusão e esgotamento dos mais altos responsáveis da nação, ou não será?
Em verdade, em verdade vos digo: é impossível fugir ao destino e à fúria divina, mas podemos manter algum controlo sobre a situação. Como? Cultivando a nossa responsabilidade individual e colectiva. É com ela que criamos algum espaço de liberdade. O melhor dos bens.

francisco barroso, 1º de maio de 2012 .

PS. Esta crónica é dedicada ao Maurício Melfe, grande contador de estórias que tenho prazer de conhecer. Que a receba como um abraço apertado.

Domingo, 15 de Abril de 2012

A camionete do Luís Cerejo



Por: José Teodoro

O nosso amigo e ex-colega do Tortosendo Luís Cerejo acaba de editar um livro de contos. Já fez a apresentação na sua terra natal e agora é a vez de Castelo Branco, cidade onde vive e trabalha: no próximo dia 19 de abril, na sua escola (Escola Básica João Roiz) e a 4 de maio, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
O universo dos quatro contos é a região onde nasceu e vive, com epicentro nos Três Povos. Na Introdução, o Cerejo situa o leitor:

…Três Povos é uma designação que não vem no mapa… nem consta de nenhum documento oficial nem nos registos da polícia… mas existe e todos os que lá habitam sabem que existe e que é assim que se chama.
Os que lá habitam sabem que nos documentos oficiais constam outras designações, mas eles e os amigos e as pessoas das terras em volta e todos aqueles que são importantes sabem do que se fala quando se diz “Três Povos”.
É assim e pronto.
Capa do Livro de Luís Cerejo

Deixo-vos com um trecho do conto “Camionete da Carreira”. Escolhi a parte em que o Cerejo escreve sobre o Tanã, que eu ainda conheci cerca de 1990, quando lecionei na Meimoa, pois o Tanã era rapaz de amplas geografias.

Andava sempre por ali, pelo Largo Central e pelo Café Central que também era restaurante. A razão era simples: O dono do café, o Domingos, tinha pena dele porque não tinha pai, a mãe era meio louca e o pobre vivia sem eira nem beira à espera que alguém falasse com ele, lhe desse um pouco de atenção ou de comer. Ou se calhar, por outra razão qualquer.
Pelo pormenor podemos reconhecer a peça: o Domingos, depois de ter servido os clientes, chamava o Tanã, sentavam-se os dois à mesa e almoçavam como dois bons amigos. O Domingos falava-lhe do Sporting que este ano é que iria ganhar o campeonato e do Mané Fanã que era o melhor jogador do mundo e o Tanã que não entendia as palavras mas compreendia muito bem o essencial das coisas e das pessoas só respondia:
-- Minga, amigo! – e ria-se com alma pura de louco.

Quem quiser ler mais tem de comprar o livro ao Luís Cerejo, pois é uma edição de autor.
Temos escritor!

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Boas Festas


Por: José Teodoro

Andava-se de casa em casa, o Vigário, o sacristão e o rapaz da campainha, com o Senhor, mais os amigos, os vizinhos e a criançada da zona. Havia uma mesa repleta de amêndoas, doces e tremoços. Ao centro, as flores da Primavera. E vinho, raramente aceite, para matar a sede ao senhor Vigário, e umas moedas ou uma nota, como paga do serviço.

Antes, horas e horas a alindar a casa. Uma vez por ano, cada família abria-se à comunidade e ninguém queria fazer má figura. 


As Boas Festas eram domingo, na Vila, segunda-feira, no Caldeira e na Tapada, domingo de Santa Bárbara, no Casal da Fraga, e domingo da Senhora da Orada, nas Quintas. Elas eram a festa da partilha, o único momento em que o Senhor visitava as pessoas, na sua casa, “obrigadas” que estavam a deslocar-se todo o ano a casa d´Ele.


 Boas Festas no Salvador, concelho de Penamacor, em meados do século passado
O desaparecimento das Boas Festas foi um sinal dos tempos, nos anos 70: a pouca higiene no beijar da cruz; frequentes rivalidades entre párocos e comunidades, nessa época; concentração de milhares de pessoas em cidades, onde por vezes os vizinhos nem se conhece; a maioria das pessoas terem deixado de ser católicos praticantes e proliferarem minorias de outras igrejas ou de nenhuma.


Mas, elas não terem sido retomadas pela Igreja, mesmo que reformuladas, é para mim um dos grandes mistérios da nossa Igreja Católica. Fala-se, por tudo e por nada, com muita razão, em policiamento de proximidade. Há programas que levam as autoridades policiais, assistenciais e de saúde a casa dos idosos mais isolados. Mas os pastores da Igreja prescindem, voluntariamente, de um dos momentos mais nobres de proximidade com o seu rebanho. 

Notas breves:
Há meses, os padres redentoristas de Castelo Branco anunciaram, pela comunicação social, que ofereciam, diariamente, um certo número de refeições aos mais necessitados. Semanas depois, vieram protestar, nos jornais, pois nem uma pessoa aparecera para pedir ajuda. Extraordinário! Isto fez-me lembrar uma igreja da zona da Amadora, junto a uma zona residencial de emigrantes africanos, onde já fui por duas vezes e nunca vi uma única pessoa de raça negra.

Há dias, fiz uma curta visita à ti Maria dos Anjos e ela disse-me que o senhor Vigário lá estivera momentos antes. Mas uma andorinha não faz a Primavera, nem esta é uma crónica sobre a Igreja de S. Vicente da Beira. No entanto, são estas novas formas de pastoral que fazem falta à Igreja Católica!


Se acharem que não tenho nada com isso, dou-vos toda a razão. Mas estava para aqui sentado ao computador, sem nada para fazer, e lembrei-me que hoje era o dia de dar as Boas Festas, na casa da minha infância. Nostalgias!

Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Viagem a Guimarães 21 de Abril


Cancelada!
Viagem a Guimarães, 21 de Abril em autocarro (Lisboa-Guimarães). 

Partida, tarde de dia 20 (sexta) e regresso tarde de dia 21(sábado). 

Objectivo, participar no Encontro do Norte da AAVD e visitar Guimarães, Cidade Capital Europeia da Cultura 2012. 

Claro que a este objectivo não podemos nunca desligar outro, o de conviver com os nossos colegas do Norte que connosco partilharam tempos de adolescência e juventude.

Há ainda problemas logísticos a resolver, por isso está já a decorrer um inquérito no FB, para todos os que têm FB, e em paralelo ocorrerá outro aqui no blog, com a as mesmas perguntas para quem não tem acesso ao FB. Todos podem responder aos dois, uma vez que servem apenas para termos uma ideia da adesão possível e a partir daí iniciar o conjunto de contactos que permitam levar por diante esta iniciativa.


Para darem a vossa opinião no FB: https://www.facebook.com/questions/355403807844172/ (preferência).

Esta ideia surgiu no último jantar em Lisboa e tem um objectivo nobre e que está em linha com todas as iniciativas dos últimos anos, pautarmos por estar juntos em nome da amizade, dando continuidade ao ideal   verbita de ser o "sal da terra" e a sua "continuação na sociedade civil".

Na força projectada na sombra do troar deste bombo, que está suspensa... esperamos a dimensão da vossa adesão para nos reunirmos, de novo, noutro dia inesquecível como tantos que já vivemos!

A cada inscrição, aumentará a força do ribombar desta pele!

Domingo, 1 de Abril de 2012

O Jantar da Selada!

Toda a gente foi pontual... as alfaces fizeram milagres! O Casimiro foi o primeiro a chegar e já tinha tudo organizado com pompa e circunstância como podem ver no video do evento. 

Tivemos algumas baixas, infelizmente, todas, mais que justificadas. Fazemos votos para que todos estejam em franca recuperação! São os votos de todos os que estiveram presentes e sentiram a vossa falta.

O convívio foi agradável, de acordo com o que já é habitual, para além da presença de dois estreantes, o Carlos Manso, que frequentou o Tortosendo e Fátima e o António Lobo que frequentou Guimarães. Esperamos que esta seja a primeira de muitas participações neste nosso convívio.

Para além da excelente selada, não puderam faltar de entrada os maranhos... remediados, mas que se há-de fazer! As entradinhas quentinhas, que o sr. Arlindo, não deixa terminar nunca... até à chegada da rainha Garoupa, de óptimo paladar e textura, directa do forno e no ponto!

Conversas em dia, apontaram-se os ausentes, só para marcar o lamento de estarem presentes, os que estavam doentes e muitos mais... mas o "núcleo duro", como lhe chama o Henrique Barata, lá estava!

O próximo será em Maio, última sexta-feira... coloque na vossa agenda!

Para além disso o Zé Freire lançou o desafio de irmos a Guimarães em Abril, ficamos de amadurecer a ideia, daremos notícias sobre o assunto.

E aqui fica o video, um brincadeira... para continuarmos a divertir-nos e prolongar o nosso convívio a todos.


Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Co-produção Lux Mundi - Sabor da Beira

Limitar a nossa imaginação é uma das características do homem moderno, tem os meios mas prefere comprar tudo feito. Vejam só como os nossos filhos se divertem actualmente? Provavelmente sem um brinquedo, na nossa concepção de brinquedo. É mau?... é bom?

Mas tudo isto para dizer que sem termos combinado nada, eu e o Daniel Reis combinamos publicar a entrevista que o Daniel fez ao António Ramos Pinto, aquando do encontro em Tortosendo, no Jornal e no Blog em simultâneo. Vamos ver no que resulta! Não é por certo uma inovação, mas para nós, praticado e feito por nós, é uma novidade.

Aqui vos deixo o registo videográfico da entrevista publicada no Lux Mundi.